Sábado, Junho 21

Coisas pequenas

O que faz você feliz?


A lua, a praia, o mar
A rua, a saia, amar…
Um doce, uma dança, um beijo
Ou é a goiabada com queijo?

Afinal, o que faz você feliz?

Chocolate, paixão, dormir cedo, acordar tarde,
Arroz com feijão, matar a saudade…
O aumento, a casa, o carro que você sempre quis
Ou são os sonhos que te fazem feliz?

Um filme, um dia, uma semana,
Um bem, um biquíni, a grama…
Dormir na rede, matar a sede, ler…
Ou viver um romance?

O que faz você feliz?
Um lápis, uma letra, uma conversa boa
Um cafuné, café com leite, rir à toa,
Um pássaro, ser dono do seu nariz…
Ou será um choro que te faz feliz?

A causa, a pausa, o sorvete,
Sentir o vento, esquecer o tempo
O sal, o sol, um som
O ar, a pessoa ou o lugar?

Agora me diz
O que faz você feliz?
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Arnaldo Antunes
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Quarta-feira, Junho 11

"A roupa mais bonita para vestir uma mulher são os braços do homem que ela ama. Para as que não tiveram essa felicidade, aqui estou eu."
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Yves Saint Laurent
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(só porque é bonito. só porque sim.)

Quinta-feira, Junho 5

A política que se faz no mundo

Não sei já onde li ou ouvi a defesa da ideia de que nas eleições dos Estados Unidos todos deveríamos poder votar. Não sei já onde li ou ouvi porque acho que já li e ouvi em muitos sítios. Não sei já onde li ou ouvi mas concordo. Afinal, estas eleições afectam-nos tanto (ou mais, muitas vezes) que as nossas próprias. Mais porque quando os nossos Chefes de Estado são chamados a responder pelos Estados Unidos, raras são as vezes em que não metem o rabinho entre as pernas e não fazem o que os senhores do mundo mandam.

Normalmente não presto muita atenção ao que os senhores-que-brincam-à-política no nosso país dizem. Digo brincam à política porque é, claramente, o que eles têm andado a fazer nos últimos (largos) anos. Ou então brincam-ao-encher-os-bolsos-dos-amigos-esvaziando-os-da-população. Também pode ser.

Voto sempre. Acho que é um dever cívico e que devo manifestar-me, porque tenho esse direito e porque tenho esse dever. Só vivemos verdadeiramente numa democracia se escolhermos concretizá-la. E nessa altura presto mais atenção ao que os senhores dizem. Infelizmente, das últimas vezes que votei foi quase sempre no mal menor. Porque não houve nenhum que me convencesse de que iria fazer um bom trabalho.

Houvesse por cá políticos assim e talvez outro galo cantasse. Votasse eu lá na terra azul e vermelha e seria dele o meu voto. Apesar de me ter parecido ouvir, tipo mensagem subliminar, uma promessa de nova guerra, desta feita contra o Irão, no discurso em que se assumiu o candidato democrata. O futuro me provará certa ou errada, esperemos que errada e que seja só campanha política.

Mas se houvesse por cá políticos assim também não iríamos mal servidos. Políticos com princípios. Daqueles que até o fazem levantar-se contra o próprio partido (como na questão das torturas aos prisioneiros de guerra) e, mesmo assim, ganhar a nomeação. Por cá, só se fosse o senhor Manuel Alegre, mas esse está demasiado preso à grilheta da Revolução para conseguir olhar em frente.


Nas eleições dos Estados Unidos todos deveríamos votar. Se bem que depois destas próximas eleições, ganhe quem ganhar, poderemos, certamente, dormir muito mais descansados do que nos últimos anos.

Sábado, Maio 17

Um texto incrível, num blog extremamente interessante.


Incrível o texto. Incrível, a diferença, o que deixamos de ver quando crescemos. O que aprendemos a não ver ou desaprendemos de ver. É importante, às vezes, lembrar de ver as coisas com os olhos pequeninos. É importante ver, mais que olhar. Não viver dentro de uma bolha, no nosso mundo anti-séptico, esterilizado e estéril. Não deixar que a vida aconteça somente lá fora.


A propósito disto, também, o primeiro episódio da primeira season de Six Feet Under, série incrível que só agora estou a descobrir.

Quinta-feira, Maio 15

O Feitiço do Tempo

Quando cá não estás é como se o tempo parasse. Como se eu ficasse presa no mesmo dia, que se repete vez após vez, com as ligeiras nuances, apenas, consequências inevitáveis do comportamento humano.

Quando cá não estás não sei que tempo faz lá fora. Não sei o que janto, o que vejo na televisão, num prolongamento do dia entre a tarde e a cama. Quando cá não estás não tenho por que esperar. Não tenho por que esperar-te.

Quando cá não estás alimento-me de saudades.

Sexta-feira, Abril 25

Com a Liberdade nos olhos




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Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.


Sophia

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Obrigada, aos senhores que a fizeram, pela Liberdade.

Quinta-feira, Abril 24

Passeio da escola

Todos os anos os meus pais vão num passeio organizado por uma escola, num autocarro cheio de professores. O ponto de encontro é, claro, na dita escola.

Cheguei agora de os ir levar. É engraçado como as coisas mudam, agora sou eu que levo os meus pais aos passeios da escola.